segunda-feira, 10 de março de 2014

Retrato convencional do poeta

além, longe e sempre,
onde o sol e a lua e o céu
vagos são,
como perfume pairando 
da flor desfolhada,
ou asa riscando
o azul que o céu prende,
rendido ao que o sono ordena
e o sangue implora...
além, longe e sempre,
lá,
frio, lento, exangue,
ei-lo:
intérprete
do que a flor nada promete
sempre.

Tomaz Kim

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