quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Poemas ao sol

Poema II


o sol da minha terra
o seu tamanho
entra em todos os olhos
mesmo nas fundas cacimbas sem futuro
é a única oferta

o sol da minha terra
o seu calor
arde em todos os peitos
aquele fogo lento das masuíka
é o único alimento.

o sol da minha terra
a sua luz
acende em todas as coisas
o convite das cores de céu-folhas museke
é a única pureza.

o sol da minha terra
às vezes é também
um relâmpago do meio-dia
e queima as sombras dos homens.

o sol da minha terra!

o sol da minha terra!


Arnaldo Santos

1 comentário:

Majo disse...

Lindo o sol de Angola.

Belo o poema a esse saudoso sol.

Com muita simpatia...