sexta-feira, 15 de novembro de 2013

No Penedo da Saudade", em Coimbra

aqui, neste penedo da saudade,
eu vim embalsamar o coração,
porque, já morta a fé, morta a ilusão,
envolve-se de luto a realidade.

e, dentro do meu corpo feito grade,
minh' alma presa escuta a oração
do poeta da eterna solidão,
na voz deste silêncio que me invade.

meu coração, repousa em terra santa,
em cada flor, em cada pedra, em cada
recanto onde a poesia nos encanta...

e sepulta contigo o teu segredo.
já foste carne e sangue, agora és nada,
agora és a saudade dum penedo...

Geraldo Bessa Victor

2 comentários:

Elen de Moraes K borboleta poeta disse...

Emocionante. Nostálgico. Dramático.
Amei!

MAJO disse...



B E L Í S S I M O !