segunda-feira, 27 de maio de 2013

Lembrança sem remédio, de ti

no abandono desta tarde, 
cá me perco
sem já sequer a coragem de inventar-te
imaginada nos meus braços...

lenta e infinita, arde
nos espaços,
esta angústia afiada, que não grito,
mas me sobe
e sabe na boca,
ao sal mais amargo do meu corpo...

e canto!...

António Cardoso

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