segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lamento do pagão cativo

debruço-me sobre troncos mirrados,
gelados
pelo luar,
e vejo fogo, seios nus a arfar
em delírios
de círios
a brilhar...

mordo seios feridos!
meus dentes são rugidos
de pantera.

espero...
e rápido como a carne,
cerro
meus dedos de fera.

só! o meu tormento é a carne!

Tomaz Kim



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