segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sonho

oh! volúpia de sonhar...
volúpia de partir
para onde só há névoa e fumo,
sem bússolas a nortear!...
volúpia de dormir indefinidamente
de levantar castelos inacessíveis
com escadas tecidas de cabelos!...
de moldar com raiva, e com prazer,
entre mãos frágeis,
aquilo que não poderá ser!...
oh! volúpia de fechar os olhos,
e morrer um pouco...
ainda se a vida passasse,
e não continuasse...

sem se dar conta que eu sonho!...
mas o meu sonho é morte...
e a vida não pára mais...

Alda Lara

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