sexta-feira, 1 de março de 2013

Sangue ardente

teu sangue quente, volúpia ardente
é como brasa
é tentação,
negra escultura, alma dolente,
teu corpo negro,
provocação!

mas se o teu sorriso cantante
chora,
a dor tristonha
da tua sorte,
deixa que um beijo se perca
agora,
noutro desejo
que é vida
e morte!

que dos teus lábios uma promessa,
finde a amargura
de quem amou,
teu ser perfeito
que se formou,
nessa cor negra
que nunca cessa...


Maria Joana Couto

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