sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Poema do tempo do contrato


e às vezes, quase sempre,
havia no lusco-fusco
dos dias um grito
amargo de silêncios
chorado e soluçado
baixinho pela noite
e que ninguém
parecia escutar…
eram vozes ciciadas
orações amordaçadas
nos dormitórios palustres
dos contratados bailundos

Namibiano Ferreira

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