quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tempo da memória

memória dúbia,
assim te aceito
antecipando o futuro já.

tua raiz é liame inevitável
e madre nossa corrupta,
parceira da razão parda.

memória impertinente
és,
nas montras, monstro familiar
e nos cafés e nos livros,
ao lado do volante,
nos vultos, nos gestos, carícias, até...
a sua sombra.

e no resto,
estrume em requintado canteiro
de poesia ou versos só,
mas, queira deus, flores também,

mesmo proibidas de colher...

Tomaz Kim

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