quarta-feira, 28 de março de 2012

Caprandanda

se eu puder
farei do tempo morto
uma fénix
e com a puíta do meu corpo
roncarei canculas nos terreiros
da minha vila.
despojarei o presente
da sua ameaça
e voltarei a usar no peito
nompandes da huíla.

se eu puder
guardarei os túmulos caprandanda
dos meus antepassados
e erguerei bem alto
os bastões de uma nova etanda
no tecto caído
dos seus jazigos profanados…

Jorge Arrimar

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