sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Na cidadezinha

roxas e cálidas,
roxas e cálidas tombam as tardes
de todos os dias.

na cidadezinha
bocejam de tédio o chafariz do largo,
as ruas do lá vem um
e o jardim feito para ser belo
mas que é apenas triste!

não se passa nada...

por detrás das gelosias
à luz da vida cerradas,
as mulheres vão tecendo enredos
todos os dias, todos os dias...
e nos cafés,
onde as horas nascem já cansadas,
os homens vão tecendo
todos os dias, todos os dias...

tombam as tardes roxas e cálidas
e nada mais na cidadezinha...

Lília da Fonseca

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