sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sambizanga

teu crescido lábio
cunhado a negro
mexe rumores nos canais
tão de febre lavados

aiué sambizanga.

teu nome roça
as orelhas na morte
que estende o olho
à esquina da ronda

aiué sambizanga.

teu dedo põe
risos no vento
como descritos entre
os pés curtos do medo

aiué sambizanga.

David Mestre

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