segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Visita

pelas artérias da noite
entra voz e trovador,
silêncio da nossa vida
e tempo do nosso amor.

pelas cortinas de sonho
e do pranto em leito aberto,
chega de longe, a meu corpo,
teu canto que vem de perto
para beijar, no meu berço,
o caixão onde me perco

Manuela de Abreu

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