segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vinhas só

vinhas só,
o olhar poeirento
e um oásis de esperança
nas mãos desertas.

vinhas só
as carnes acesas em sangue,
os cabelos de sombra estendidos
pela terra imensa mordida de dor;
e na areia solta dos teus pés
eu vi as raízes de áfrica.

chegaste
com passos velhos de ecos
que soaram
batuque e conquista
nas noites tumultuosas da impis.

chegaste
e cresceste em mim
no grito dos tempos.
descansa à sombra da minha vontade,
mãe,
eu continuarei a jornada

Manuel dos Santos Lima