segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jangos

o amálgama
de acusações
dos ramos secos
das mulembas

e sombras onde as sombras
foram luz...
receios mudos
apagados
diluídos
nas paredes tortuosas
das cubatas

...nos corações há vidas
de mortes que foram vidas
ecos de caminhos
e segredos
desfeitos no encontro
com as vozes das sanzalas

...um fogo de queimada
transmitido
em cada gesto
do fumo
dos cachimbos
e pausas graves na noite

as noites as noites longas
são marcas
contando o tempo e a idade


Costa Andrade

Sem comentários: