quarta-feira, 27 de abril de 2011

Quem

quem põe o mar
no coração
essa calema

e quem lhe tira a espuma
de ilusão
para o poema
de fazer da bruma
uma canção

já sem calema

quem alegria mais
o som da vida surda
e por saber demais
alguma areia muda
abraça o sem fim
que vai na rua
a violar de amor
a esperança nua.

Manuel Rui

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