sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pedaço de pirão

minha flor de gretar nos dedos
de gretar na boca, a semente, a margem
quente do sangue
e de longe e de longe
o rictus, a lâmina descida
sobre.

minha flor minha flor de querer-te
a terra, a delida face
da fome

pedaço de pirão, bocado de
lume
na voz.

minha flor de ser
gota
suor, de ser líquida e mar.

David Mestre

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