segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os corpos perdidos

quem desabrochou as horas dos céus?
quem pisou as flores para povoar
os vazios dos montes tão espaçados?

e agora inventou a primavera sem sombra?!

para lá dos fumos, dos destroços
mal oiço as aves testemunharem
os sonhos, os episódios mais cruéis

dos corpos que não pisaram as flores.

João Maimona

2 comentários:

Jorge Willian da Costa Lino disse...

Este belo poema me fez lembrar de uma canção feita ainda no período da ditadura empresarial-militar: "Tempo de Pardais" do Sivuca, um compositor brasileiro, e que foi cantada por Fagner. dizia assim a canção:
"Era uma vez/um tempo de pardais de verdes nos quintais/faz muito tempo atrás/(...)Havia frutos num pomar qualquer/(...)sem os ladrões atrás/tempo em que o medo se chamou jamais.

Veio um marquês de uma terra já perdida/e era uma vez, se fez dono da vida/mandou buscar cem dúzias de avenidas/pra expulsar de vez as margaridas/por não ter filhos, talvez por nem gostar/ou talvez por manias de mandar.

Só sei que enquanto houver os corações/nem mesmo mil ladrões, podem roubar canções/E deixa estar, que há de voltar/o tempo dos pardais, do verde dos quintais
tempo em que o medo/se chamou jamais!

Unknown disse...

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