sexta-feira, 1 de abril de 2011

Já não é...

já não é a noite que promete algum desejo
e o amanhecer não reflecte mais quimeras
no olhar.

aquilo que era sol em cada verso
são os caídos,
é a queda
de cada pedra companheira
movida ainda sabe-se lá por que impulsão
após a morte!

as palavras que prometem
vêm depois que silvam balas
e a decisão dos homens.

restamos nós rochedos brutos da montanha
face voltada ao amanhã que sempre nos guiou.
caíremos não importa.

nós somos o carvão da luz futura.

Costa Andrade

Sem comentários: