sexta-feira, 18 de março de 2011

Pungo-Andongo

nos ramos da flora despenteada
tem voz de adamastor a voz do nada
no alto destas pedras abismais
há saltos suspensos pelo ar
há visões de exércitos imortais
há esqueletos correndo a gritar
a natureza à terra as pedras deu
as árvores, os leões, o céu
o homem passou o esforço ficou
mas pungo andongo não mudou
sangrenta a interrogação prevaleceu.

Henrique Guerra

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