quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O jogo

que jogo este
o de saber nos pés
só a espuma
de imensas madrugadas

que jogo este
o de chorar os destroços
de um navio/que chegou a navegar
ou as casas de uma gaivota
aprodrecida/que voou

sem me chorar

que jogo este
o de esperar
um rebentar da onda
sem me estender
sem me estender pelos seus túneis.

Manuel Rui

1 comentário:

Marcio Nicolau disse...

interessantíssimo jogo jogado aqui. Cultura negra e poesia são sinônimos, pra mim. Belíssimo blogue.