quarta-feira, 21 de julho de 2010

Em África, o tempo

em áfrica, o tempo,
inda cheira e ressoa
àquele momento
inicial e singular
como se fosse
o abrir da primeira
página do Génesis
logo imediatamente
e depois
da primeira queimada.


em áfrica, o tempo,
é como vento,
não se mede, não se conta.
o tempo, vive-se
no riso, gorjeio
de cada dia
dádiva de chuva
caindo mansa
fartura de lavras
massangos
poemas e cantigas.

Namibiano Ferreira

2 comentários:

viajantes disse...

obrigada pelo tempo
do Namibiano
Abraço!
partilhei

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Fico muito lisonjeado em fazer parte do acervo poético deste site!
Kandandu