quarta-feira, 12 de maio de 2010

ELEGIA

o teu corpo,
uma vez o meu altar e pecado,
o teu corpo
agora amarelo e viscoso,
hostil como a freira enclausurada,
é uma forma obscena ao sol.

tu estás morta –
tu, o meu pão e vinho santo!

tu foste
a minha dor,
o sol
e a chuva;
Tu foste
saudade,
tudo
e desejo,
quando nós
sofrendo,
quando nós
encontramos
uma nova luz
uma nova fé!

tu estás morta –
tu, o meu pão e vinho santo.

Tomaz Kim

2 comentários:

Florentino disse...

esto aprendendo muito com os teus poemas,.,.,estas medando muita força

kinaxixi disse...

Florentino:
os poemas não são meus, são dos nosos poetas.
Um abraço aí para Angola