quarta-feira, 21 de abril de 2010

Soneto ao mar africano

ó grande mar, que banhas estas plagas
africanas, em ti ouço recados
dum mundo a outro mundo, nos teus brados
de prantos, risos, orações e pragas!

na dramática voz das tuas vagas,
escuto os que, nos séculos passados,
choraram nesse canto dos teus fados,
cantaram nesse choro em que te alagas…

na tua voz eu ouço o branco bravo,
que semeou Portugal nestes recantos
africanos, e ainda o negro escravo

- ao mesmo tempo indómito e servil –
que regou com seu sangue e com seus prantos
a semente fecunda do Brasil!

Geraldo Bessa Victor

3 comentários:

Ana Tapadas disse...

Mais um poema de Antologia!
(Amigo, chegou o CD. Estive a ouvir e achei muito interessante, dentro do género. Parabéns ao teu filho e grupo e um muito obrigada para ti.)
Beijinho

Unknown disse...

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Vera disse...

Estou estudando Literatura Portuguesa e Lusófana e encontrei este poema tão lindo!
Meu trabalho é relacionar a Literatura Africana com a brasileira. Este poema será meu trabalho de intertexto juntamente com "navio Negreiros" de Castro Alves.
Oxalá este blog que nos trás recordações de um povo que ajudou a construir meu país: Brasil.