segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Asas partidas

sou uma andorinha ferida
uma andorinha a que um rapaz mau quebrou as asas.

já não é meu o céu infinito
nem o baloiçar nos ramos mais altos;
ando no chão... no chão como as pedras!
ah! deixa-me ficar no côncavo morno da tua mão...

os dedos do vento
já não brincam comigo nas alturas.
mas aperta-me tu com os teus
no morno côncavo da tua mão!

flores perfumadas! voar
rente a elas outra vez... quem dera!
quem me colasse as asas partidas...
ah! dá-me o perfume quente da tua mão...

amei a cadência das cores vivas
nos meus voos ligeiros:
adorei a profundeza da noite,
faulhando estrelas, no meu ninho.
e agora...

oh! deixa-me ter a sensação das cores
no escuro da tua mão fechada!

Ermelinda Pereira Xavier

1 comentário:

Moacy Cirne disse...

Oi,

Hoje tem Angola no Balaio.

Kandandu.