segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Vento de liberdade

das entranhas da terra
irrompe um vento alucinado
que varre… varre… varre
as folhas secas do mundo…

vento que geme e uiva fundo
e fere como punhais
o coração dos mortais…

vento horrível e cruel
que espezinha e enrodilha
e dá guerra sem quartel…

e ora rasteja em gemidos,
ora se eleva em furores
e uiva como um trovão,

mas em todos os sentidos
é VENTO DE LIBERDADE
que o pobre mundo assombrado
pretende reter na mão…



Amélia Veiga (1931)

Nasceu em Silves. Colaborou em Cultura (II)

2 comentários:

Ana Tapadas disse...

Esse é um grito no tempo certo!
Maravilha.
bj

Rosário Freitas disse...

Maravilhosa poesia de Amélia Veiga. Um prazer lê-la!