segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Maio palustre

a lagoa do meu kimbo
não reflecte a lua
mas a mágoa dos homens de maio.

à prata morta das águas
mordo as pitangas de maio
frutos túrgidos de sangue
sabor lacustre disforme palustre
de morte e esquecimento...

a lagoa do meu kimbo
não reflecte a lua
mas as máscaras gota a gota caindo
lágrimas no corpo morcego da noite
e dos ramos calcinados das árvores
libertam-se fantasmas aspros de veludo
amortalhando os meus olhos de maio
vestindo ébano coalhado de cadáveres
e perfumadas ptomaínas.


Namibiano Ferreira

3 comentários:

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Kinaxixi
Mais uma vez o meu obrigado.
Deixei um recado no meu poema "SENTIDOS" se o poder rectificar agradecia,
Kandandu

kinaxixi disse...

Já está rectificado e obrigado pelo reparo.
um abraço

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Eu é que lhe agradeco, meu caro.
Bom fim de semana.