nosso filho caçula
mandaram-no p’ra s. tomé
não tinha documentos
aiué!
nosso filho chorou
mamã enlouqueceu
aiué!
Mandaram-no p’ra s. tomé
nosso filho já partiu
partiu no porão deles
aiué!
mandaram-no p’ra s. tomé
cortaram-lhe os cabelos
não puderam amarrá-lo
aiué!
mandaram-no p’ra s. tomé
nosso filho está a pensar
na sua terra, na sua casa
mandaram-no trabalhar
estão a mirá-lo, a mirá-lo
- mamã, ele há-de voltar
Ah! a nossa sorte há-de virar
Aiué!
mandaram-no p’ra s. tomé
nosso filho não voltou
a morte levou-o
aiué!
mandaram-no p’ra s. Tomé
Mário Pinto de Andrade (1928- 1990)
mandaram-no p’ra s. tomé
não tinha documentos
aiué!
nosso filho chorou
mamã enlouqueceu
aiué!
Mandaram-no p’ra s. tomé
nosso filho já partiu
partiu no porão deles
aiué!
mandaram-no p’ra s. tomé
cortaram-lhe os cabelos
não puderam amarrá-lo
aiué!
mandaram-no p’ra s. tomé
nosso filho está a pensar
na sua terra, na sua casa
mandaram-no trabalhar
estão a mirá-lo, a mirá-lo
- mamã, ele há-de voltar
Ah! a nossa sorte há-de virar
Aiué!
mandaram-no p’ra s. tomé
nosso filho não voltou
a morte levou-o
aiué!
mandaram-no p’ra s. Tomé
Mário Pinto de Andrade (1928- 1990)
Foi presidente do MPLA entre 1959 e 1962. Estudou sociologia em Paris onde foi chefe de redacção da Présence Africaine. Autor de estudos e ensaios de sociologia, crítica literária e linguística, é considerado o maior ensaísta angolano do século XX.
Segundo Manuel Ferreira foi o primeiro e o mais persistente e lúcido teorizador e divulgador da literatura africana de expressão portuguesa.
Natural do Golungo Alto, dele apenas se conhece este poema.
Segundo Manuel Ferreira foi o primeiro e o mais persistente e lúcido teorizador e divulgador da literatura africana de expressão portuguesa.
Natural do Golungo Alto, dele apenas se conhece este poema.
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