um barco que passa uma ave que voa
um azul que fica na retina
um rosto que sonha numa canoa
um barco que passa uma ave que voa
um desejo que fica pelo ar
azul e penetrante como o ar
passa o barco lentamente
passa a tarde passa a vida
e um vulto que ao passar canta baixinho
existe ao um ar tranquilo
sossegado como buda de marfim
quem disse que ali era a cidade!
um barco que passa uma ave que voa
um azul que fica na retina
um rosto que sonha numa canoa.
Henrique Guerra (1937)
um azul que fica na retina
um rosto que sonha numa canoa
um barco que passa uma ave que voa
um desejo que fica pelo ar
azul e penetrante como o ar
passa o barco lentamente
passa a tarde passa a vida
e um vulto que ao passar canta baixinho
existe ao um ar tranquilo
sossegado como buda de marfim
quem disse que ali era a cidade!
um barco que passa uma ave que voa
um azul que fica na retina
um rosto que sonha numa canoa.
Henrique Guerra (1937)
Nasceu em Luanda. Engenheiro civil, leccionou na Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto. Pertence á geração da “Cultura” e colaborou com a Mensagem. Nacionalista, também conheceu a prisão nos anos 60.
Ensaísta e artista plástico escreveu contos e uma peça de teatro.
Ensaísta e artista plástico escreveu contos e uma peça de teatro.
2 comentários:
companheiros:
estou de volta.
um grande abraço.
romério
Belo!
A foto inicial é extraordinária!
Bjs
*ando atolada em trabalho: ADD
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